Segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos de dedicação e honestidade, tentando conquistar uma integridade pessoal impar. Curioso que não resulta.
Surgem sempre momentos em que o interesse pessoal supera o valor colectivo. O orgulho ajuda… demasiado.
Ingratidão.
Porquê não parar com este esforço, quando os resultados positivos aparentemente são poucos? Jamais. Antes de viver para os outros, tenho de viver para mim. Sou íntegro para mim. Quem quiser aproveitar esse facto, seja bem-vindo a bordo. Quem não quiser, não precisa de se preocupar com nada, pois eu próprio tomarei a iniciativa para perceberem que se estão a meter com a pessoa errada.
Indiferença.
Porquê preocupar-me? Jamais. Responsabilizo-me por cativar o respeito de quem me rodeia. Se não me respeitam, apenas terão um ou dois créditos para gastar. Depois disso: Game Over.
Especular.
Porquê especular sem perguntar? Jamais. É sempre muito interessante observar os juízos de valor que as pessoas fazem gratuitamente. Nem se quer dão ao trabalho de perguntar. Mas dessa forma, nem eu me dou ao trabalho de explicar. Realizam filmes com personagens fictícias, colando-as a pessoas reais. Resultado: drama e tragédia, das quais para mim, se traduzem em comédia.
Conquista.
Porquê não me acomodar? Jamais. A integridade que defendo, pelas minhas convicções, pelos meus desejos… sinceramente não há nada mais importante que isso. Quero e gosto de me sentir uma pessoa com a minha identidade. Inocuamente vivo… ao meu sabor, ao ritmo do meu vento. Quero me conquistar sempre, sabendo intensamente o que sou.
segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
sexta-feira, 4 de Setembro de 2009
... a mentira disfarçada de verdade?
Loucura perante a incógnita da verdade. Razão constante através da mentira.
A aliança do ser humano pela sede exacerbada do poder acaba por representar a vaselina para a mentira.
Sem meios para atingir fins, preservando o orgulho no próprio umbigo, a desfecho resume-se a atropelar tudo e todos somente com o critério de alcançar o seu poder pessoal.
A ingenuidade constitui o último catalisador para a proliferação da falsidade.
Começo a rir para não chorar com o recente slogan do PSD: “Política de Verdade”.
Não possuo cor partidária, apesar de me aproximar às ideologias de esquerda. Apenas reconheço o valor pela competência. Pelo que as minhas opiniões políticas são totalmente imparciais.
Verdade? Esta verdade tem duas conotações:
a) Mas alguma vez a classe política, especialmente o PSD, fez com que a transparência da verdade venha ao de cima? Que descaramento pessoas que manipulam ideias, números, pessoas… virem invocar o rigor da verdade. Tenham vergonha na cara.
b) A tendência dogmática pela imposição de uma verdade única. Indivíduos que confundem as suas opções religiosas como imposições políticas, deveriam simplesmente ser banidos de qualquer cargo de poder do estado. Acabam por extravasar as convicções cegas da religião, e agem da mesma forma perante tudo o que os rodeia, sem abertura para novas formas de pensar e actuar.
Será que num futuro próximo conseguiremos ter uma sociedade onde prolifere uma verdade mais transparente e livre? Na minha modesta opinião, talvez não.
Antes pensava que o problema seria mesmo uma tendência genética para a mentira de grande parte dos seres humanos. No entanto, tenho mudado a minha opinião.
O que realmente motiva as pessoas a mentir é a infeliz postura do “olho por olho, dente por dente”. Ou seja, “se ele mente e se dá bem com isso, porque não faço também o mesmo?”.
Uma reduzida percentagem de pessoas tem perfil para serem reais líderes. A outra grande percentagem, apenas quer seguir sem se quer pensar em nada. Se os líderes mentem, simplesmente farão o mesmo.
A nossa classe política mente, omite, manipula… Pena que o povo tão crítico acabe por descer ao mesmo nível. Faço uma analogia com o mundo do futebol: porque os jogadores criticam tão negativamente os árbitros quando são eles os primeiros a os tentar enganar? Paradoxal…
A aliança do ser humano pela sede exacerbada do poder acaba por representar a vaselina para a mentira.
Sem meios para atingir fins, preservando o orgulho no próprio umbigo, a desfecho resume-se a atropelar tudo e todos somente com o critério de alcançar o seu poder pessoal.
A ingenuidade constitui o último catalisador para a proliferação da falsidade.
Começo a rir para não chorar com o recente slogan do PSD: “Política de Verdade”.
Não possuo cor partidária, apesar de me aproximar às ideologias de esquerda. Apenas reconheço o valor pela competência. Pelo que as minhas opiniões políticas são totalmente imparciais.
Verdade? Esta verdade tem duas conotações:
a) Mas alguma vez a classe política, especialmente o PSD, fez com que a transparência da verdade venha ao de cima? Que descaramento pessoas que manipulam ideias, números, pessoas… virem invocar o rigor da verdade. Tenham vergonha na cara.
b) A tendência dogmática pela imposição de uma verdade única. Indivíduos que confundem as suas opções religiosas como imposições políticas, deveriam simplesmente ser banidos de qualquer cargo de poder do estado. Acabam por extravasar as convicções cegas da religião, e agem da mesma forma perante tudo o que os rodeia, sem abertura para novas formas de pensar e actuar.
Será que num futuro próximo conseguiremos ter uma sociedade onde prolifere uma verdade mais transparente e livre? Na minha modesta opinião, talvez não.
Antes pensava que o problema seria mesmo uma tendência genética para a mentira de grande parte dos seres humanos. No entanto, tenho mudado a minha opinião.
O que realmente motiva as pessoas a mentir é a infeliz postura do “olho por olho, dente por dente”. Ou seja, “se ele mente e se dá bem com isso, porque não faço também o mesmo?”.
Uma reduzida percentagem de pessoas tem perfil para serem reais líderes. A outra grande percentagem, apenas quer seguir sem se quer pensar em nada. Se os líderes mentem, simplesmente farão o mesmo.
A nossa classe política mente, omite, manipula… Pena que o povo tão crítico acabe por descer ao mesmo nível. Faço uma analogia com o mundo do futebol: porque os jogadores criticam tão negativamente os árbitros quando são eles os primeiros a os tentar enganar? Paradoxal…
sexta-feira, 7 de Agosto de 2009
... a doença?
A doença. Uma constipação, um cancro. Uma aventura perante as obras-primas da natureza.
Eu vivo.
Tu morres.
Ele vive.
Nós morremos.
Vós viveis.
Eles morrem.
Inconsequente ira que se forma em torno do caos. Apetece nos entregarmos à cólera como amante da vida; mas que adianta? Acaba por representar uma droga que apenas nos satisfaz por breves momentos… e que nos vai destruindo… destruindo ainda mais.
Destruição? Sim, existe. Revolta? Já senti, mas que erro é nos entregarmos a ela. O que não se muda, apenas temos de nos saber adaptar. É a diferença entre felicidade e tristeza. Cada momento conta, perante a tácita realidade da doença.
Sorrio perante ti… perante a doença… perante cada segundo. Finito passado coberto por um futuro eterno.
Eu vivo.
Tu morres.
Ele vive.
Nós morremos.
Vós viveis.
Eles morrem.
Inconsequente ira que se forma em torno do caos. Apetece nos entregarmos à cólera como amante da vida; mas que adianta? Acaba por representar uma droga que apenas nos satisfaz por breves momentos… e que nos vai destruindo… destruindo ainda mais.
Destruição? Sim, existe. Revolta? Já senti, mas que erro é nos entregarmos a ela. O que não se muda, apenas temos de nos saber adaptar. É a diferença entre felicidade e tristeza. Cada momento conta, perante a tácita realidade da doença.
Sorrio perante ti… perante a doença… perante cada segundo. Finito passado coberto por um futuro eterno.
terça-feira, 4 de Agosto de 2009
... ainda se confunde idade com identidade?
Costumo caracterizar a idade como sendo apenas uma métrica utilizada para quantificar o número de órbitas completas em torno do Sol a partir do primeiro dia de nascença. O que realmente importa é a identidade, que não se mede pela quantidade de dias que estamos vivos. Antes fosse…
Existe uma tendência corriqueira de misturar os conceitos de idade, identidade e maturidade. É deveras hilariante presenciar pessoas a partir de certa idade se auto-intitularem de maduros. Parece que a maturidade é a mesma coisa que ser sócio do Benfica e, passado x anos, sermos considerados sócios com directos adquiridos pelos estatutos do clube.
Na nossa vida, a idade é o estatuto adquirido. A maturidade não. Esta depende da nossa capacidade de aprendizagem, da sensibilidade para absorver o que nos rodeia e conseguir interpretar o respectivo contexto, da nossa abertura para a mudança, assim como, e talvez o mais importante, depende do bom senso.
O que realmente tenho presenciado é que à medida que as pessoas vão avançando nas suas vidas, menos agem para se tornarem maduras, pelo facto de que na prática o ser maduro acaba por ter o argumento inconsequente da idade. Acaba por resultar numa atitude presumida e pouco humilde, lançando sempre o argumento fútil e básico dos anos de vida.
Ignore-se a idade, mas trabalhe-se pela identidade.
Sinta-se a responsabilidade da experiência, aprendendo com os erros e com os maus momentos.
Consiga-se olhar para o espelho, colocando um bonito sorriso, com a confiança que se é melhor hoje do que ontem pois se evoluiu psicologicamente, e não apenas porque mais um dia passou…
Existe uma tendência corriqueira de misturar os conceitos de idade, identidade e maturidade. É deveras hilariante presenciar pessoas a partir de certa idade se auto-intitularem de maduros. Parece que a maturidade é a mesma coisa que ser sócio do Benfica e, passado x anos, sermos considerados sócios com directos adquiridos pelos estatutos do clube.
Na nossa vida, a idade é o estatuto adquirido. A maturidade não. Esta depende da nossa capacidade de aprendizagem, da sensibilidade para absorver o que nos rodeia e conseguir interpretar o respectivo contexto, da nossa abertura para a mudança, assim como, e talvez o mais importante, depende do bom senso.
O que realmente tenho presenciado é que à medida que as pessoas vão avançando nas suas vidas, menos agem para se tornarem maduras, pelo facto de que na prática o ser maduro acaba por ter o argumento inconsequente da idade. Acaba por resultar numa atitude presumida e pouco humilde, lançando sempre o argumento fútil e básico dos anos de vida.
Ignore-se a idade, mas trabalhe-se pela identidade.
Sinta-se a responsabilidade da experiência, aprendendo com os erros e com os maus momentos.
Consiga-se olhar para o espelho, colocando um bonito sorriso, com a confiança que se é melhor hoje do que ontem pois se evoluiu psicologicamente, e não apenas porque mais um dia passou…
terça-feira, 23 de Junho de 2009
... me apetece escrever?
Os dedos tecem as ideias que vagueiam pela minha mente.
Relâmpago do intelecto escoltado em trovões quando escrito.
Chocolate quente negro derramado em doces natas brancas, moldam reflexões cozinhadas durante anos, ou em apenas escassos segundos.
Flor de factos ou apenas fruto da minha imaginação.
Explosão violenta de emoções numa esquiva sensação de paz.
Conjugação do passado, presente e futuro num momento sem tempo.
Raiz dos meus desejos inóspitos narrados até às folhas.
Intimamente me conecto a mim, na ânsia de livremente me desprender de tudo...
Relâmpago do intelecto escoltado em trovões quando escrito.
Chocolate quente negro derramado em doces natas brancas, moldam reflexões cozinhadas durante anos, ou em apenas escassos segundos.
Flor de factos ou apenas fruto da minha imaginação.
Explosão violenta de emoções numa esquiva sensação de paz.
Conjugação do passado, presente e futuro num momento sem tempo.
Raiz dos meus desejos inóspitos narrados até às folhas.
Intimamente me conecto a mim, na ânsia de livremente me desprender de tudo...
segunda-feira, 25 de Maio de 2009
... existem pessoas completamente otárias? I
Sobre o objecto "pessoas completamente otárias", tenho imenso que escrever. Dai ter colocado o "I". Novos relatos de pessoas geneticamente tolas certamente serão documentados aqui.
Como é a primeira vez que me pronuncio sobre tal raça, quero em primeiro lugar dar a minha "definição". Como todos já sabem o que é (alguns por experiência própria, outros por encarnarem tal personagem), o meu objectivo não é caracterizá-la, mas sim explicar o que realmente me provoca. Aquele nível de otarismo gratuito, só me dá mesmo vontade de lhes dar com um pau na tola... várias vezes... as que fossem precisas, até que alguma coisa comece a funcionar naqueles poucos neurónios.
O relato de hoje é sobre higiene. Supostamente existem locais específicos para a efectuarmos. Mas... não é que existem pessoas que utilizam a sauna e banho turco públicos para cuidarem da sua higiene pessoal. Ou seja, vão para lá fazer a barba, lavar os dentes... só não defecam porque ainda não se lembraram disso. Urinar nunca assisti, mas não me escandalizava nada.
Mas será que têm algum lapso psicológico; algum buraco temporal e espacial se forma nas suas cabeças e se esquecem que NÃO ESTÃO EM SUAS CASAS?
Será que o tico e o teco responsáveis por percepcionarem que vivem em sociedade deixam de comunicar e se esquecem que AQUELE LOCAL É PARTILHADO POR MAIS GENTE?
Mas não... o que é bom é deitar para o chão húmido e quentinho os germes e micróbios que têm na boca, misturados numa espuma mal cheirosa de qualquer pasta de dentes ranhosa.
Mas não... o que é bom é deixar rastos dos pelos da barba misturados em sangue de um qualquer corte na face.
É precisamente isso que ambicionamos que as pessoas partilhem connosco. É ou não é? Só falta mesmo nos começarmos todos a cumprimentar escarrando uns para cima dos outros.
"É pá... há quanto tempo que não te via... Estás bom? AGGGRRRRRRRRR PLUSSSSSHHHH" - tentativa de colocar em palavras uma escarreta.
Sinceramente... é mesmo só à paulada.
A mim... a mim há dias calhou-me na fava um Otário que decidiu partilhar não só a lavagem de dentes, como também fazer a barba.
Estou eu muito relaxado no banho turco... Cerca de sete/oito minutos sabem-me mesmo bem. Vou no meu segundo minuto... e lá entra o artista com a escova de dentes já espetada na boca.
O meu primeiro instinto foi: dou-lhe uma abordoada na tromba que até lhe faço engolir a escova. Até imaginei a cena e soltei um sorriso sádico. Mas depois de respirar fundo e apelar ao meu instinto pacificador, lá lhe expliquei que não era muito racional estar ali a lavar os dentes.
"Bla, bla, bla" - Nem percebi o que ele disse, mas lá saiu.
No entanto, não é que passado mais dois minutos o Otário entra lá de gillette em riste, preparado para decapitar os pelos da barba? Agora enfiava-lhe a gillette por um sítio que eu cá sei.
"Bla, bla, bla... que a cara fica mais macia!" - Responde-me ele depois de lhe dizer para sair dali para fora.
Mas que valente Otário. Será assim tão difícil de perceber? O mais estúpido é que só saiu quando lhe disse que tinha duas opções: ou fazia a barba fora do banho turco com a gillette, ou dentro do banho turco mas à chapada. Aquela besta quadrada não conseguiu perceber nenhum dos argumentos que lhe estava a dar.
A falta de bom senso acaba por ser assustador. Se nestas coisas básicas da vida não são capazes de perceber o que estão a fazer, quanto mais noutras situações?
Como é a primeira vez que me pronuncio sobre tal raça, quero em primeiro lugar dar a minha "definição". Como todos já sabem o que é (alguns por experiência própria, outros por encarnarem tal personagem), o meu objectivo não é caracterizá-la, mas sim explicar o que realmente me provoca. Aquele nível de otarismo gratuito, só me dá mesmo vontade de lhes dar com um pau na tola... várias vezes... as que fossem precisas, até que alguma coisa comece a funcionar naqueles poucos neurónios.
O relato de hoje é sobre higiene. Supostamente existem locais específicos para a efectuarmos. Mas... não é que existem pessoas que utilizam a sauna e banho turco públicos para cuidarem da sua higiene pessoal. Ou seja, vão para lá fazer a barba, lavar os dentes... só não defecam porque ainda não se lembraram disso. Urinar nunca assisti, mas não me escandalizava nada.
Mas será que têm algum lapso psicológico; algum buraco temporal e espacial se forma nas suas cabeças e se esquecem que NÃO ESTÃO EM SUAS CASAS?
Será que o tico e o teco responsáveis por percepcionarem que vivem em sociedade deixam de comunicar e se esquecem que AQUELE LOCAL É PARTILHADO POR MAIS GENTE?
Mas não... o que é bom é deitar para o chão húmido e quentinho os germes e micróbios que têm na boca, misturados numa espuma mal cheirosa de qualquer pasta de dentes ranhosa.
Mas não... o que é bom é deixar rastos dos pelos da barba misturados em sangue de um qualquer corte na face.
É precisamente isso que ambicionamos que as pessoas partilhem connosco. É ou não é? Só falta mesmo nos começarmos todos a cumprimentar escarrando uns para cima dos outros.
"É pá... há quanto tempo que não te via... Estás bom? AGGGRRRRRRRRR PLUSSSSSHHHH" - tentativa de colocar em palavras uma escarreta.
Sinceramente... é mesmo só à paulada.
A mim... a mim há dias calhou-me na fava um Otário que decidiu partilhar não só a lavagem de dentes, como também fazer a barba.
Estou eu muito relaxado no banho turco... Cerca de sete/oito minutos sabem-me mesmo bem. Vou no meu segundo minuto... e lá entra o artista com a escova de dentes já espetada na boca.
O meu primeiro instinto foi: dou-lhe uma abordoada na tromba que até lhe faço engolir a escova. Até imaginei a cena e soltei um sorriso sádico. Mas depois de respirar fundo e apelar ao meu instinto pacificador, lá lhe expliquei que não era muito racional estar ali a lavar os dentes.
"Bla, bla, bla" - Nem percebi o que ele disse, mas lá saiu.
No entanto, não é que passado mais dois minutos o Otário entra lá de gillette em riste, preparado para decapitar os pelos da barba? Agora enfiava-lhe a gillette por um sítio que eu cá sei.
"Bla, bla, bla... que a cara fica mais macia!" - Responde-me ele depois de lhe dizer para sair dali para fora.
Mas que valente Otário. Será assim tão difícil de perceber? O mais estúpido é que só saiu quando lhe disse que tinha duas opções: ou fazia a barba fora do banho turco com a gillette, ou dentro do banho turco mas à chapada. Aquela besta quadrada não conseguiu perceber nenhum dos argumentos que lhe estava a dar.
A falta de bom senso acaba por ser assustador. Se nestas coisas básicas da vida não são capazes de perceber o que estão a fazer, quanto mais noutras situações?
quinta-feira, 21 de Maio de 2009
... ser diferente?
Costumo pensar na diferença de duas perspectivas diferentes: a diferença que poderei alcançar em mim próprio; a diferença que as pessoas poderão cativar em mim.
Fica de fora, inicialmente, o que poderei erigir de diferente em mim por alguém. Por um lado, são raras as pessoas que me fazem mudar o que quer que seja. Por outro, se a diferença não começa por nós e é imposta, acabamos sempre por criar uma ilusão para nós e uma mentira para os outros.
A diferença deverá, acima de tudo, ser espontânea. Não deveremos ser diferentes gratuitamente, apenas porque nos dá prazer ser do contra. Nem deveremos ser iguais aos outros, apenas pelo medo de sermos diferentes.
A diferença marca uma igualdade para nós próprios. Ser ou não diferente, não pode representar uma preocupação. Quem é diferente, não deve forçar essa diferença. Quem não é diferente, tem de respeitar a diferença nos outros.
Pessoalmente, adoro a palavra diferença. Estar a escrever sobre ela, poder repeti-la tantas vezes… gosto! Sempre me pareceu que cada pessoa tem capacidade para ter as suas diferenças, representando aquilo que mais ambiciono encontrar em alguém: genuinidade.
Alguém genuíno constitui uma autenticidade humana que coloca qualquer tipo de relação num estado intenso. Conquistar essa genuinidade e pertencer a uma maioria (não ser considerado diferente) ou pertencer a uma minoria (ser considerado diferente), digamos que a pertença deverá ser o pequeno detalhe. O real valor é a capacidade que temos em perceber o que somos individualmente, conquistando o nosso próprio espaço.
Se formos curiosos e vivermos numa permanente onda de questões, facilmente alcançamos uma mente diferente, sem problemas de aceitação da mesma em nós e nos outros. Para além disso, adquirimos também a capacidade para absorver os exemplos de quem nos rodeia. Não só os bons, mas também os maus. Neste caso, o nível de bom senso desempenha um papel fundamental para que o nosso juízo entre o bem e o mal seja equilibrado.
Quando duas pessoas genuínas se encontram… ai sim, consegue-se adquirir uma cumplicidade e legitimidade para que as diferenças surjam como uma influência lúcida. Aprender e evoluir só é possível se conseguirmos ter a humildade necessária para mudar e criar diferenças ao longo da nossa vida.
Eu mudei… e quero mudar mais por ti.
Fica de fora, inicialmente, o que poderei erigir de diferente em mim por alguém. Por um lado, são raras as pessoas que me fazem mudar o que quer que seja. Por outro, se a diferença não começa por nós e é imposta, acabamos sempre por criar uma ilusão para nós e uma mentira para os outros.
A diferença deverá, acima de tudo, ser espontânea. Não deveremos ser diferentes gratuitamente, apenas porque nos dá prazer ser do contra. Nem deveremos ser iguais aos outros, apenas pelo medo de sermos diferentes.
A diferença marca uma igualdade para nós próprios. Ser ou não diferente, não pode representar uma preocupação. Quem é diferente, não deve forçar essa diferença. Quem não é diferente, tem de respeitar a diferença nos outros.
Pessoalmente, adoro a palavra diferença. Estar a escrever sobre ela, poder repeti-la tantas vezes… gosto! Sempre me pareceu que cada pessoa tem capacidade para ter as suas diferenças, representando aquilo que mais ambiciono encontrar em alguém: genuinidade.
Alguém genuíno constitui uma autenticidade humana que coloca qualquer tipo de relação num estado intenso. Conquistar essa genuinidade e pertencer a uma maioria (não ser considerado diferente) ou pertencer a uma minoria (ser considerado diferente), digamos que a pertença deverá ser o pequeno detalhe. O real valor é a capacidade que temos em perceber o que somos individualmente, conquistando o nosso próprio espaço.
Se formos curiosos e vivermos numa permanente onda de questões, facilmente alcançamos uma mente diferente, sem problemas de aceitação da mesma em nós e nos outros. Para além disso, adquirimos também a capacidade para absorver os exemplos de quem nos rodeia. Não só os bons, mas também os maus. Neste caso, o nível de bom senso desempenha um papel fundamental para que o nosso juízo entre o bem e o mal seja equilibrado.
Quando duas pessoas genuínas se encontram… ai sim, consegue-se adquirir uma cumplicidade e legitimidade para que as diferenças surjam como uma influência lúcida. Aprender e evoluir só é possível se conseguirmos ter a humildade necessária para mudar e criar diferenças ao longo da nossa vida.
Eu mudei… e quero mudar mais por ti.
domingo, 17 de Maio de 2009
... caminho por um túnel?
Aprendi a pascer da escuridão.
Aprendi a empregar os meus sentidos para me guiar pela obscuridade.
Aprendi, porque nunca descobri outra solução se não adaptar-me ao trilho sombrio que percorro ao longo de um túnel…
Estou cada vez mais dentro dele e percebo que sempre lá estive; estarei. Sujo… Negro… Armadilhas…
Não tenho capacidade para sair dele. O que fazer? Galopar enraivecido até encontrar a saída? Simplesmente parar e crer que me salvem? Não… como se atraiçoam as pessoas que o fazem. Acham que conseguem escapar; que existe uma saída; que alguém irá olhar por elas. Pobre espírito, que cativa ainda mais a abrupta morte… emocional.
Agora percorro o túnel com um largo sorriso nos lábios.
Aprendi a fugir das armadilhas.
Aprendi que este túnel tem pouco de positivo. Mas o que detém de bom, vale a pena partir à descoberta e conquista…
Aprendi, essencialmente, que a luz no escuro brilha mais intensamente…
Sou seduzido pelos clarões que se avistam à medida que se caminha. Uns consigo alcançar… outros são mera ilusão… outros uma feliz concretização.
Como caminhar no túnel através do escuro? Será que as raras luzes que vão surgindo chegam para nos guiar? Definitivamente que não. Pensar dessa forma representa a literal ignorância e comodismo.
É essencial construirmos a nossa própria luz, que corresponde a uma identidade distinta e uma honra sólida. Essa conquista, representa o primeiro passo. Fico com pena ao ver tão poucas pessoas a dá-lo.
Honestamente, já não quero saber. Percebi que não tenho capacidade para mudar as pessoas. Não tenho tempo, nem sequer possuo essa legitimidade. A vida é demasiado curta. Anseio por me iluminar mais e por encontrar outras luzes.
Avistei um clarão recentemente. Espreitei… Sim! Está ali algo que resplandece ao cimo de umas escadas. Os meus olhos arregalam-se. Que vontade me deu para correr em direcção a ela. Já faz muito tempo que não fruía o prazer de observar algo assim. Mas a lucidez será soberana, e subirei um degrau de cada vez.
Será que vou conseguir alcançá-la? Como será o caminho até ela? O que acontecerá quando ambas as luzes se fundirem numa só…?
Já subi mais uns degraus e não me tenho enganado. Está ali certamente Alguém. Será que também me viu? Será que tem tanto desejo e curiosidade quanto eu?
Quero Aquela luz. Desejo-A. É intensa e não A posso deixar escapulir.
Mordo os lábios… o meu batimento cardíaco aumenta. Vejo uma figura ao longe… És Tu…! Dentro da luz surge uma Mulher… Será uma alucinação? Não… Existes… És real…
Neste momento já não caminho. Flutuo… Esperando que as nossas luzes se fundam. Não és uma luz, mas sim A luz.
Quero aprender quem És, como És.
Mordo os lábios… Desejo-Te!
Mordo os lábios… Quero-Te!
Aprendi a empregar os meus sentidos para me guiar pela obscuridade.
Aprendi, porque nunca descobri outra solução se não adaptar-me ao trilho sombrio que percorro ao longo de um túnel…
Estou cada vez mais dentro dele e percebo que sempre lá estive; estarei. Sujo… Negro… Armadilhas…
Não tenho capacidade para sair dele. O que fazer? Galopar enraivecido até encontrar a saída? Simplesmente parar e crer que me salvem? Não… como se atraiçoam as pessoas que o fazem. Acham que conseguem escapar; que existe uma saída; que alguém irá olhar por elas. Pobre espírito, que cativa ainda mais a abrupta morte… emocional.
Agora percorro o túnel com um largo sorriso nos lábios.
Aprendi a fugir das armadilhas.
Aprendi que este túnel tem pouco de positivo. Mas o que detém de bom, vale a pena partir à descoberta e conquista…
Aprendi, essencialmente, que a luz no escuro brilha mais intensamente…
Sou seduzido pelos clarões que se avistam à medida que se caminha. Uns consigo alcançar… outros são mera ilusão… outros uma feliz concretização.
Como caminhar no túnel através do escuro? Será que as raras luzes que vão surgindo chegam para nos guiar? Definitivamente que não. Pensar dessa forma representa a literal ignorância e comodismo.
É essencial construirmos a nossa própria luz, que corresponde a uma identidade distinta e uma honra sólida. Essa conquista, representa o primeiro passo. Fico com pena ao ver tão poucas pessoas a dá-lo.
Honestamente, já não quero saber. Percebi que não tenho capacidade para mudar as pessoas. Não tenho tempo, nem sequer possuo essa legitimidade. A vida é demasiado curta. Anseio por me iluminar mais e por encontrar outras luzes.
Avistei um clarão recentemente. Espreitei… Sim! Está ali algo que resplandece ao cimo de umas escadas. Os meus olhos arregalam-se. Que vontade me deu para correr em direcção a ela. Já faz muito tempo que não fruía o prazer de observar algo assim. Mas a lucidez será soberana, e subirei um degrau de cada vez.
Será que vou conseguir alcançá-la? Como será o caminho até ela? O que acontecerá quando ambas as luzes se fundirem numa só…?
Já subi mais uns degraus e não me tenho enganado. Está ali certamente Alguém. Será que também me viu? Será que tem tanto desejo e curiosidade quanto eu?
Quero Aquela luz. Desejo-A. É intensa e não A posso deixar escapulir.
Mordo os lábios… o meu batimento cardíaco aumenta. Vejo uma figura ao longe… És Tu…! Dentro da luz surge uma Mulher… Será uma alucinação? Não… Existes… És real…
Neste momento já não caminho. Flutuo… Esperando que as nossas luzes se fundam. Não és uma luz, mas sim A luz.
Quero aprender quem És, como És.
Mordo os lábios… Desejo-Te!
Mordo os lábios… Quero-Te!
segunda-feira, 11 de Maio de 2009
... tanta inveja?
A inveja é um estado interessante de ser analisado, pois genuinamente ele existe dentro de nós. Ignorá-lo... reprimi-lo... simplesmente não resulta.
Na minha opinião, deveremos então perceber a origem da inveja, de forma a conseguir lidar com ela da melhor forma.
Geneticamente o ser humano, como a maior parte das outras espécies animais, possui no seu instinto de sobrevivência a necessidade de se sentir mais forte, e provar isso mesmo ao outro elemento da espécie.
Desta forma, a inveja assume duas vertentes:
1- no ser mais forte, a tendência natural é querer provocar inveja ao mais fraco;
2- o mais fraco, naturalmente anseia ser mais forte, invejando quem o é.
Este despique natural não existe por acaso na maior parte das espécies animais. Este é benéfico, pois simplesmente é o que estimula o desenvolvimento e evolução da espécie. Parece um pensamento frio, mas simplesmente factual. Pela natureza fora, temos exemplos mais "cruéis" de evolução da espécie, como por exemplo, as crias mais frágeis serem mortas pelos progenitores. O facto é que cientificamente está provado que este tipo de leis da sobrevivência são fundamentais para toda a evolução de qualquer espécie.
Ou seja, percebendo a sua origem, na minha opinião, o problema não reside no facto de sentirmos inveja... mas sim como reagíamos a ela.
Não acho mal alguém demonstrar o poder que tem. Apenas convém medir a forma como o faz, tentando preservar a sua humildade. De resto, demonstrar aquilo que se atingiu, pode ser forma de incentivar outras pessoas a consegui-lo também.
Não considero errado alguém ambicionar algo mais, comparado com a pessoa que está ao lado. Desde que não a prejudique ninguém para atingir os seus fins.
Felizmente tenho objectivos próprios na minha vida, muito independentes do que me rodeia. Mas não sou hipócrita ao ponto de dizer que não sinto inveja de algumas pessoas. Sinto-a e já surgiram situações em que a usei conquistar algo mais. Mas sempre sem prejudicar quem quer que seja.
Temos de sentir a inveja naturalmente, assim como aprender a lidar com ela. Fugir... hummm... aliás, fugir é um mau princípio aplicado a qualquer sentimento.
Poderemos fugir do fogo se não tivermos meios para o apagar. Poderemos fugir de alguém que nos queira agredir se não tivermos forma de nos defender. Dos sentimentos, simplesmente não se foge: enfrentam-se e aprendemos a lidar com eles.
Na minha opinião, deveremos então perceber a origem da inveja, de forma a conseguir lidar com ela da melhor forma.
Geneticamente o ser humano, como a maior parte das outras espécies animais, possui no seu instinto de sobrevivência a necessidade de se sentir mais forte, e provar isso mesmo ao outro elemento da espécie.
Desta forma, a inveja assume duas vertentes:
1- no ser mais forte, a tendência natural é querer provocar inveja ao mais fraco;
2- o mais fraco, naturalmente anseia ser mais forte, invejando quem o é.
Este despique natural não existe por acaso na maior parte das espécies animais. Este é benéfico, pois simplesmente é o que estimula o desenvolvimento e evolução da espécie. Parece um pensamento frio, mas simplesmente factual. Pela natureza fora, temos exemplos mais "cruéis" de evolução da espécie, como por exemplo, as crias mais frágeis serem mortas pelos progenitores. O facto é que cientificamente está provado que este tipo de leis da sobrevivência são fundamentais para toda a evolução de qualquer espécie.
Ou seja, percebendo a sua origem, na minha opinião, o problema não reside no facto de sentirmos inveja... mas sim como reagíamos a ela.
Não acho mal alguém demonstrar o poder que tem. Apenas convém medir a forma como o faz, tentando preservar a sua humildade. De resto, demonstrar aquilo que se atingiu, pode ser forma de incentivar outras pessoas a consegui-lo também.
Não considero errado alguém ambicionar algo mais, comparado com a pessoa que está ao lado. Desde que não a prejudique ninguém para atingir os seus fins.
Felizmente tenho objectivos próprios na minha vida, muito independentes do que me rodeia. Mas não sou hipócrita ao ponto de dizer que não sinto inveja de algumas pessoas. Sinto-a e já surgiram situações em que a usei conquistar algo mais. Mas sempre sem prejudicar quem quer que seja.
Temos de sentir a inveja naturalmente, assim como aprender a lidar com ela. Fugir... hummm... aliás, fugir é um mau princípio aplicado a qualquer sentimento.
Poderemos fugir do fogo se não tivermos meios para o apagar. Poderemos fugir de alguém que nos queira agredir se não tivermos forma de nos defender. Dos sentimentos, simplesmente não se foge: enfrentam-se e aprendemos a lidar com eles.
segunda-feira, 1 de Setembro de 2008
... tanta falta de honra?
Hoje apetece-me rabiscar sobre aquilo que mais preso na minha vida: a honra. É com ela com quem estou casado em primeiro lugar. É a ela que terei de ser fiel e me dedicar a vida inteira. Até porque, não há disjunção possível. Todos nós possuímos uma honra. Cada um terá a relação que quiser com ela.
O típico português é pouco dado à política. Especialmente os políticos. Mas a nossa honra é essencialmente uma questão de estado. Do nosso estado pessoal… É ela que define uma base de regras, leis pelas quais edificamos a nossa identidade.
Aquilo que nós denominamos de maturidade é precisamente o método de evolução positiva da nossa honra. Ao longo da nossa vida, dependendo da capacidade de raciocínio, gosto pela aprendizagem, lucidez e bom senso, vamos erigindo e definindo as nossas leis; a base que está na origem daquilo que pensamos, dizemos e fazemos, ou seja, daquilo que somos.
Da nossa honra resulta o nível de integridade e coerência das nossas acções, que nos permite ter convicções fortes e, sobretudo, fundamentadas. São precisas mais razões para lhe prestarmos atenção? Dedicação? Respeito? Lealdade?
Para mim não. Mas o facto irónico é que ao meu redor todos se proclamam tão inteligentes… tão sábios… num nível de luminosidade tão elevado… No entanto, onde anda aquela identidade fundamentada pela honra? Raramente se encontra alguém genuíno, que pense pela sua própria cabeça. Raramente se encontra alguém que não queira passar uma rasteira a quem passa ao lado. Raramente se encontra alguém que coloca o orgulho de lado, e humildemente convive com quem o rodeia.
Pensar na origem de tanta falta de honra pessoal acho que se simplificou nos últimos tempos. Todos os outros seres vivos também têm as suas regras. Desde os mais simples, até aos mais complexos a nível de inteligência, como é o ser humano. Todos os outros seres vivem em harmonia com a natureza, e todas as leis se complementam num ecossistema simplesmente magnífico. No meio disto tudo, quem é elemento destabilizador? Quem é o único ser que provoca desequilíbrios negativos?
Até um sismo de elevada magnitude representa que o nosso planeta está vivo, demonstrando um dos processos de renovação de vida mais imponentes. Mas a desflorestação, poluição, responsabilidade directa na extinção de tantas espécies… são puros actos de destruição. Nada se perde, tudo se transforma? Connosco não é bem assim. Muito já fizemos para que muito se perdesse sem retorno.
Todos os seres vivos têm os seus dons específicos. O ser humano desenvolveu o seu cérebro, como outros seres desenvolveram outras características. Digamos que o ser humano não tem o sentido de responsabilidade necessário para controlar o seu ímpeto ganancioso que a inteligência faculta. É complemente esquecido que quanto mais inteligência detemos, mais leis devemos ter, construindo uma identidade fundamentada na nossa honra.
A honra é o nosso equilíbrio, o pilar da lucidez. Evolui-la, deverá, apenas, representar o nosso primeiro e eterno desafio…
O típico português é pouco dado à política. Especialmente os políticos. Mas a nossa honra é essencialmente uma questão de estado. Do nosso estado pessoal… É ela que define uma base de regras, leis pelas quais edificamos a nossa identidade.
Aquilo que nós denominamos de maturidade é precisamente o método de evolução positiva da nossa honra. Ao longo da nossa vida, dependendo da capacidade de raciocínio, gosto pela aprendizagem, lucidez e bom senso, vamos erigindo e definindo as nossas leis; a base que está na origem daquilo que pensamos, dizemos e fazemos, ou seja, daquilo que somos.
Da nossa honra resulta o nível de integridade e coerência das nossas acções, que nos permite ter convicções fortes e, sobretudo, fundamentadas. São precisas mais razões para lhe prestarmos atenção? Dedicação? Respeito? Lealdade?
Para mim não. Mas o facto irónico é que ao meu redor todos se proclamam tão inteligentes… tão sábios… num nível de luminosidade tão elevado… No entanto, onde anda aquela identidade fundamentada pela honra? Raramente se encontra alguém genuíno, que pense pela sua própria cabeça. Raramente se encontra alguém que não queira passar uma rasteira a quem passa ao lado. Raramente se encontra alguém que coloca o orgulho de lado, e humildemente convive com quem o rodeia.
Pensar na origem de tanta falta de honra pessoal acho que se simplificou nos últimos tempos. Todos os outros seres vivos também têm as suas regras. Desde os mais simples, até aos mais complexos a nível de inteligência, como é o ser humano. Todos os outros seres vivem em harmonia com a natureza, e todas as leis se complementam num ecossistema simplesmente magnífico. No meio disto tudo, quem é elemento destabilizador? Quem é o único ser que provoca desequilíbrios negativos?
Até um sismo de elevada magnitude representa que o nosso planeta está vivo, demonstrando um dos processos de renovação de vida mais imponentes. Mas a desflorestação, poluição, responsabilidade directa na extinção de tantas espécies… são puros actos de destruição. Nada se perde, tudo se transforma? Connosco não é bem assim. Muito já fizemos para que muito se perdesse sem retorno.
Todos os seres vivos têm os seus dons específicos. O ser humano desenvolveu o seu cérebro, como outros seres desenvolveram outras características. Digamos que o ser humano não tem o sentido de responsabilidade necessário para controlar o seu ímpeto ganancioso que a inteligência faculta. É complemente esquecido que quanto mais inteligência detemos, mais leis devemos ter, construindo uma identidade fundamentada na nossa honra.
A honra é o nosso equilíbrio, o pilar da lucidez. Evolui-la, deverá, apenas, representar o nosso primeiro e eterno desafio…
segunda-feira, 28 de Julho de 2008
... ainda existe tanta discriminação?
Para encurtar caminho, chamo-lhe IDT. Representa o acrónimo: Ignorância Dogmática Telecomandada. É uma doença desta nova era da informatização e globalização. É um tipo de ignorância que também abrange a classe social com bons recursos financeiros e que tem acesso às mais recentes fontes de informação. É uma estupidez, só para acabar este primeiro parágrafo.
A IDT é a responsável pelos mais variados tipos de discriminação que hoje em dia ainda temos de aturar: racial, orientação sexual, sexo, idade… Serão estes os tipos que considero mais marcantes.
Infelizmente, o conceito instituído de inteligência na nossa sociedade, corresponde aquela pessoa que tirou um curso superior com distinção. Então se tira um mestrado ou doutoramento, só não é considerado um deus, porque ainda não calhou. Mas já está em estudo… No entanto, a maior parte das pessoas esquece uma variável fundamental para o atingir um nível de inteligência lúcida: bom senso. É esta pequena característica que nos permite pensar pela nossa própria massa cinzenta, construindo as nossas próprias ideias, opiniões e acções.
Sem esse bom senso, as pessoas acabam por se tornar apenas numas marionetas sociais, sem qualquer autonomia no desenvolvimento e aplicação da sua identidade. Pensam e agem de uma certa maneira, apenas porque dogmaticamente seguem as correntes sociais e religiosas que lhe foram injectadas.
Reflecte, também, um comodismo emocional enorme. De facto, é mais fácil por os outros a pensar por nós nas questões sensíveis da nossa vida. Quer dizer, sensíveis mais ou menos. Pegando no exemplo:
- “Então, o que gostas de vestir?”
- “Ainda não sei. Não li as últimas revistas da moda… Depois de ler, já te digo o que é que eu gosto.”
Este é um caso superficial de IDT. Depois temos os mais sensíveis e que mexem com o factor fulcral da felicidade de cada pessoa: liberdade emocional:
- “Então, o que achas da homossexualidade?”
- “Ai que nojo… morriam todos!!!”
- “Mas porquê?”
- “Porquê? É deus que diz. Ele é que sabe…”
Um caso infeliz de IDT agudo…
Ainda não me pronunciei sobre o T do IDT: telecomandado. Inclui este termo pois existe um fenómeno extraordinário e simplesmente delicioso de observar relacionado com a mudança. Sim, os IDT também estão sujeitos à mudança, mas num contexto e condições especiais. Nos vários tipos de IDT, existem sempre os mestres. Os pastores de todas as ovelhinhas, como eu os gosto de denominar. Se algum deles acorda um dia de manhã com os pés de fora, e se lembra de fazer X, todas as ovelhas o seguem. É um processo de copy paste, que nunca falha. Posso novamente dar um exemplo superficial: os betinhos. Se o betinho pastor acha que um dia o sapatinho de vela tem de ter uma sola branca, os betinhos ovelhas seguem-no religiosamente. Aliás, vou colocar em cima da mesa, um suponhamos. Hipoteticamente se o betinho pastor se lembrasse de andar vestido com camisas e calções às florzinhas, os betinhos também o iriam seguir, novamente religiosamente. Seria algo completamente ridículo. Mas pronto, é uma hipótese radical que me lembrei agora, caricaturando a situação. Ups… afinal houve um betinho pastor que se lembrou disso… E flores de todas as cores para todos… Ai mas tão lindos e ricos que eles ficam… E aquela das camisas com os ursinhos nas costas? De chorar a rir e por mais. Sem dúvida que a raça dos betinhos tem sido um caso de estudo extremamente enriquecedor.
Mas o real problema não se manifesta nestes pequenos actos superficiais. Quer dizer, é um começo. Se para coisas simples as pessoas não são autónomas, muito menos para as mais complexas. Mas o que realmente me preocupa são aqueles actos e ideais que provocam discriminações. Uma coisa já conclui: o nível de discriminação de uma pessoa perante outras é directamente proporcional à sua falta de identidade.
A classe social que por obrigação deveria ter mais autonomia cerebral, é uma incontrolável possuidora abafante de IDT: classe política. Têm todos um tipo de postura política que, desde que me lembro de os ver, é sempre a mesma. Será que vou morrer sem ouvir a palavra cooperação em vez de luta? Estratégia em vez de tudo-à-pressa? Responsabilidade em vez de propaganda? Resultados em vez de votos? Não estou nada convicto…
Do lado direito da nossa assembleia, temos ainda os artistas que não deixam ficar as suas orientações dogmáticas religiosas em casa. O nosso governo não deveria ser laico? Não era suposto as pessoas serem livres emocionalmente, optando por pelo seu livre estilo de vida desde que não interfiram com a liberdade dos outros? Claro que se eu escolher como estilo de vida matar outras pessoas, ai estou a interferir na vida de alguém. Agora um homossexual que escolheu viver com outra pessoa, comprou casa, viveu anos com ela, ainda por cima sempre reprimida por uma sociedade hipócrita, e por infelicidade o(a) companheiro(a) morre, tem 1001 problemas por causa das heranças… É só um exemplo entre tantos outros. Uns quantos energúmenos de IDT, acham-se no direito de dizer como os outros têm de viver emocionalmente, contribuindo para uma sociedade completamente demente.
Ainda há pouco tempo, uma responsável governativa sem responsabilidade, veio passear, orgulhosamente e de nariz empinado, o seu discurso católico para a praça pública. Novamente condenando os homossexuais. Novamente querendo ela dizer às pessoas o que devem ou não fazer com o seu casamento. Para essa mulherzinha com o nome de Manuela Ferreira Leite, a família apenas serve para a procriação. Até me dá um arrepio ao ouvir coisas destas. E repare-se, por exemplo, no horror desta frase dita por essa criatura sobre um casamento homossexual:
- "Chame-lhe o que quiser, não lhe chame é o mesmo nome. Uma coisa é o casamento, outra é outra coisa qualquer”.
É triste. Uma coisa é ter uma opinião. Outra é ter poder e influência para obrigar os outros a seguirem essa opinião, que DEVE e TEM de ser livre. Que tenham as convicções que quiserem, mas não as levem para o trabalho, prejudicando a vida de tantas pessoas, e contribuindo para uma sociedade retrógrada, limitada e não autónoma. Já que essa Leite defende a autonomia financeira dos jovens, afirmando que não precisam de subsídios pois todos têm de ter nascer com ideias para novas empresas, porque é que também não luta por uma autonomia ideológica. Ah, já me esquecia que a nível psicológico não pode ser, pois convém aos pastores controlarem as cabecinhas dos seus rebanhos.
Ai está o segredo de qualquer IDT: conseguir fazer com que um grupo de pessoas faça aquilo que se quer sem perguntarem porquê. Total submissão é igual a total controlo, que é igual a uma sociedade limitada, com letargia emocional e impregnada de todo o tipo de discriminações.
A IDT é a responsável pelos mais variados tipos de discriminação que hoje em dia ainda temos de aturar: racial, orientação sexual, sexo, idade… Serão estes os tipos que considero mais marcantes.
Infelizmente, o conceito instituído de inteligência na nossa sociedade, corresponde aquela pessoa que tirou um curso superior com distinção. Então se tira um mestrado ou doutoramento, só não é considerado um deus, porque ainda não calhou. Mas já está em estudo… No entanto, a maior parte das pessoas esquece uma variável fundamental para o atingir um nível de inteligência lúcida: bom senso. É esta pequena característica que nos permite pensar pela nossa própria massa cinzenta, construindo as nossas próprias ideias, opiniões e acções.
Sem esse bom senso, as pessoas acabam por se tornar apenas numas marionetas sociais, sem qualquer autonomia no desenvolvimento e aplicação da sua identidade. Pensam e agem de uma certa maneira, apenas porque dogmaticamente seguem as correntes sociais e religiosas que lhe foram injectadas.
Reflecte, também, um comodismo emocional enorme. De facto, é mais fácil por os outros a pensar por nós nas questões sensíveis da nossa vida. Quer dizer, sensíveis mais ou menos. Pegando no exemplo:
- “Então, o que gostas de vestir?”
- “Ainda não sei. Não li as últimas revistas da moda… Depois de ler, já te digo o que é que eu gosto.”
Este é um caso superficial de IDT. Depois temos os mais sensíveis e que mexem com o factor fulcral da felicidade de cada pessoa: liberdade emocional:
- “Então, o que achas da homossexualidade?”
- “Ai que nojo… morriam todos!!!”
- “Mas porquê?”
- “Porquê? É deus que diz. Ele é que sabe…”
Um caso infeliz de IDT agudo…
Ainda não me pronunciei sobre o T do IDT: telecomandado. Inclui este termo pois existe um fenómeno extraordinário e simplesmente delicioso de observar relacionado com a mudança. Sim, os IDT também estão sujeitos à mudança, mas num contexto e condições especiais. Nos vários tipos de IDT, existem sempre os mestres. Os pastores de todas as ovelhinhas, como eu os gosto de denominar. Se algum deles acorda um dia de manhã com os pés de fora, e se lembra de fazer X, todas as ovelhas o seguem. É um processo de copy paste, que nunca falha. Posso novamente dar um exemplo superficial: os betinhos. Se o betinho pastor acha que um dia o sapatinho de vela tem de ter uma sola branca, os betinhos ovelhas seguem-no religiosamente. Aliás, vou colocar em cima da mesa, um suponhamos. Hipoteticamente se o betinho pastor se lembrasse de andar vestido com camisas e calções às florzinhas, os betinhos também o iriam seguir, novamente religiosamente. Seria algo completamente ridículo. Mas pronto, é uma hipótese radical que me lembrei agora, caricaturando a situação. Ups… afinal houve um betinho pastor que se lembrou disso… E flores de todas as cores para todos… Ai mas tão lindos e ricos que eles ficam… E aquela das camisas com os ursinhos nas costas? De chorar a rir e por mais. Sem dúvida que a raça dos betinhos tem sido um caso de estudo extremamente enriquecedor.
Mas o real problema não se manifesta nestes pequenos actos superficiais. Quer dizer, é um começo. Se para coisas simples as pessoas não são autónomas, muito menos para as mais complexas. Mas o que realmente me preocupa são aqueles actos e ideais que provocam discriminações. Uma coisa já conclui: o nível de discriminação de uma pessoa perante outras é directamente proporcional à sua falta de identidade.
A classe social que por obrigação deveria ter mais autonomia cerebral, é uma incontrolável possuidora abafante de IDT: classe política. Têm todos um tipo de postura política que, desde que me lembro de os ver, é sempre a mesma. Será que vou morrer sem ouvir a palavra cooperação em vez de luta? Estratégia em vez de tudo-à-pressa? Responsabilidade em vez de propaganda? Resultados em vez de votos? Não estou nada convicto…
Do lado direito da nossa assembleia, temos ainda os artistas que não deixam ficar as suas orientações dogmáticas religiosas em casa. O nosso governo não deveria ser laico? Não era suposto as pessoas serem livres emocionalmente, optando por pelo seu livre estilo de vida desde que não interfiram com a liberdade dos outros? Claro que se eu escolher como estilo de vida matar outras pessoas, ai estou a interferir na vida de alguém. Agora um homossexual que escolheu viver com outra pessoa, comprou casa, viveu anos com ela, ainda por cima sempre reprimida por uma sociedade hipócrita, e por infelicidade o(a) companheiro(a) morre, tem 1001 problemas por causa das heranças… É só um exemplo entre tantos outros. Uns quantos energúmenos de IDT, acham-se no direito de dizer como os outros têm de viver emocionalmente, contribuindo para uma sociedade completamente demente.
Ainda há pouco tempo, uma responsável governativa sem responsabilidade, veio passear, orgulhosamente e de nariz empinado, o seu discurso católico para a praça pública. Novamente condenando os homossexuais. Novamente querendo ela dizer às pessoas o que devem ou não fazer com o seu casamento. Para essa mulherzinha com o nome de Manuela Ferreira Leite, a família apenas serve para a procriação. Até me dá um arrepio ao ouvir coisas destas. E repare-se, por exemplo, no horror desta frase dita por essa criatura sobre um casamento homossexual:
- "Chame-lhe o que quiser, não lhe chame é o mesmo nome. Uma coisa é o casamento, outra é outra coisa qualquer”.
É triste. Uma coisa é ter uma opinião. Outra é ter poder e influência para obrigar os outros a seguirem essa opinião, que DEVE e TEM de ser livre. Que tenham as convicções que quiserem, mas não as levem para o trabalho, prejudicando a vida de tantas pessoas, e contribuindo para uma sociedade retrógrada, limitada e não autónoma. Já que essa Leite defende a autonomia financeira dos jovens, afirmando que não precisam de subsídios pois todos têm de ter nascer com ideias para novas empresas, porque é que também não luta por uma autonomia ideológica. Ah, já me esquecia que a nível psicológico não pode ser, pois convém aos pastores controlarem as cabecinhas dos seus rebanhos.
Ai está o segredo de qualquer IDT: conseguir fazer com que um grupo de pessoas faça aquilo que se quer sem perguntarem porquê. Total submissão é igual a total controlo, que é igual a uma sociedade limitada, com letargia emocional e impregnada de todo o tipo de discriminações.
sábado, 28 de Junho de 2008
... mastigam as pastilhas de boca aberta?
Existem comportamentos sociais muito curiosos, pois são transversais. Ou seja, são completamente independentes do estatuto social e económico, raça, idade, and so on... and so on. O processo de mastigação de um derivado do petróleo com corantes, conservantes e açúcar, é um deles.
Analisando, em primeiro lugar, a questão da idade. Até aos dois... vá, três anos, dou um desconto. Mas só à criança. Não aos pais, pois começarem logo a poluir o(a) miúdo(a) com pastilhas nessa tenra idade... digamos que não é bom sinal. Voltando à criança: esta ainda está a aprender a mastigar, apesar de ser um acto inato e reflexo. Mau controlo dos maxilares, a vontade de querer falar ao mesmo tempo... bem, quiçá mais meia dúzia de argumentos para desculpar este pequeno grupo de indivíduos.
A partir dos três anos... Bem, não encontro razões que justifiquem tal atitude. Pelo menos, que façam sentido. Mas tenho pensado no assunto, podendo surgir algumas explicações plausíveis.
Uma delas, já que está na ordem do dia o aumento desenfreado do preço dos combustíveis, poderá estar relacionada com uma espécie de demonstração de poder por parte de quem a masca. Ora acompanhem o pensamento de tal criatura:
- "Eu sou tão poderoso que até mastigo petróleo!..."
- "Aquilo que tu gastas em gasoile numa viagem de automóvel em direcção ao teu emprego, como eu em três tempos!..."
- "Sou tão rico, que até como petróleo... e até o defeco!..."
E pronto, o deixar a boca aberta, é para que toda a gente, toda a gente mesmo, se aperceba bem do real poder que esta pessoa detém.
Estou sempre preocupado com a saúde das pessoas. Das que convivem comigo, e até do resto. Sou muito bonzinho. Pelo que também me lembrei: será que têm problemas em respirar pelo nariz, tendo a necessidade de se servirem da boca como orifício para inspirar e expirar? No entanto, quando não estão a comer o famigerado alimento, estão de boca bem fechada. Pelo que o meu argumento caiu por terra. Ou então não, caso respirem pelo mesmo orifício que defequem. Se calhar é isso... Bem, parando com a mer***, e seguindo para próxima explicação.
Há muito que se estudam formas consideradas não convencionais de alimentação, pois a fome mundial ameaça atingir níveis verdadeiramente aterradores. Uma dessas formas, será criar uma farinha à base de moscas. Estas seriam procriadas em gigantescos edifícios, sendo depois cozinhada uma farinha a partir das mesmas, após a sua morte. Esta farinha, tem mais 30% de valor nutricional que as actuais farinhas convencionais. Atenção, o que estou a dizer é verdade. Pelo que tive outra lembrança: será que as pessoas, ao mastigarem as pastilhas de boca aberta, não estarão à espera que lhes entre um moscardo, daqueles grandes e verdes florescente, pela boca a dentro, começando já a habituarem-se ao futuro cada vez mais presente? Ou será mesmo pelo gostinho extra a excremento depois do moscardo ter pousado na mer***?! Fica a dúvida…
Mas aqueles que me dão mais gozo, são os que colocam uma postura muito segura e jubilante (acho que esta palavra não existe… mas passa a existir) durante a degustação da chiclete. Aquele sorriso de boca torta... aquele barulhinho sinfónico da saliva a ser apertada entre a pastilha e os dentes... e o temível pensamento:
- "Eu sou muita bom(a)!..."
- "Olha-me pró meu estilo!..."
- "Curte-me lá pá!..."
Esses sim, dão-me gozo, mas metem-me medo ao mesmo tempo. É que eles acham mesmo que estão a fazer algo que lhes coloca a auto-estima em níveis tão elevados, que até parece que ganharam o euro milhões.
E quem anda a desabrochar a boca enquanto manduca pastilhas? Toda a gente. Homem das obras? Sim... Empresário de sucesso? Sim... Aluno que agride professores? Sim... Professores agredidos? Sim... Ladrões? Sim... Polícias? Sim... Francisco Louça? Sim… Paulo Portas? Sim…
Mas ao menos, pessoalmente, posso responder com orgulho: EU NÃO! Quer dizer, mas eu também nem se quer como pastilhas :P.
P.S.: Este texto é dedicado às pastilhas Gorila. Por ventura, possuía o único modelo onde é possível desculpar estar de boca aberta: SUPER GORILA. Quem já as comeu, sabe do que estou a falar :).
domingo, 15 de Junho de 2008
... utilizam o chuveiro dos deficientes?
O ginásio é um local onde facilmente praticamos desporto. Com uma vida tão sedentária, acaba por ajudar a equilibrar o nosso corpo e mente. Quer dizer... a mente a alguns nem por isso.Como em todos os locais onde existe um considerável número de pessoas, surgem sempre alguns comportamentos dignos de serem não só vistos, mas também interpretados.
Um deles, é a invasão do chuveiro reservado aos deficientes, supostamente por pessoas consideradas normais. A primeira questão que surge é precisamente: será que num determinado momento, é o único disponível? A resposta é não, acrescentando o facto de que existem sempre imensos livres.
Será um fetish reprimido de se poderem sentir deficientes? Será que enquanto estão a esfregar o surro, imaginam:
- "Quem me dera não ter uma perna..."
- "Se me aparecer o génio da lamparina, o meu primeiro desejo seria tornar-me tetraplégico..."
Ou então, ainda mais estranho, não será o facto de eles se quererem sentir deficientes, mas terem vontade de transparecer aos restantes companheiros de balneário que são deficientes:
- "Que bom pensarem que sou um coitadinho..."
- "Tenham pena de mim; sou um inapto..."
- "Preciso de carinhos; sou deficiente..."
Pode ainda ser uma questão financeira. Como sabem, a percentagem de desconto na tabela do IRS, privilegia (e muito bem) os deficientes, sendo mais baixa. Por ventura, essas pessoas meteram uma cunha algures, e são deficientes perante o estado. Depois na sua vida real, têm também de parecer. Sempre se disse que: "à mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta".
Poderão existir outras explicações. Estou a lembrar-me do facto de o chuveiro ser o primeiro. Será que as pessoas estão tão cansadas, que não têm força para irem até aos chuveiros seguintes? Realmente devem estar tão esgotados... especialmente aqueles que ficam cerca de quatro a cinco horas em frente ao espelho, de pé, a procurem borbulhas pelo corpo para espremerem, e/ou a despentearem o cabelo.
Será ainda um problema claustrofobia? De facto, o chuveiro para os deficientes é maior. Não muito... mas se calhar o suficiente para alguém não morrer asfixiado.
Pelo sim, pelo não, essas pessoas estão na minha lista de seres humanos a evitar. Ou então, estou para aqui a pensar que são pessoas perigosas, e na volta até têm boas intenções... ou até pode ser uma doença que os obrigue a participar nas sessões dos FDA: Fingidores de Deficientes Anónimos:
- "Boa noite. Sou o José António e há 4 dias, 3 horas, e 6 minutos que não tento parecer um deficiente..."
O meu voto de coragem... Não desistam...
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